Estou abalado.
Ainda não sei o que dizer ou pensar sobre o que aconteceu ontem.
O que sei é que as complexidades da mente humana me assustam.
Quem morre não fica para lidar com a vida; talvez isso seja um alívio quando o sofrimento é muito grande. Há quatro anos eu era firme na minha opinião contra suicídios. Hoje tendo a pensar mais na dificuldade enfrentada por quem sofre.
Não há como saber quanto nem como alguém sofre.
E às vezes esse sofrimento produz sequelas na maneira de perceber e processar o mundo. Vozes, personalidades, amnésias…
Eu não sei o que fazer frente a esse universo desconhecido.
Desculpem a falta de coerência. Achei melhor colocar em letras as palavras que viessem, ao invés de esperar para buscar alguma organização mais elaborada. Penso que quarta-feira poderei retomar minhas postagens diárias.