Entrei na secretaria da faculdade e perguntei ao moço por trás do balcão:
– Oi, a Fulana está?
O moço ergueu o olhar e cruzou-o com o meu.
– Bom dia para ti também, como vai?
Páf, morri de vergonha.
Quando vamos até alguém e já despejamos as nossas necessidades, está bem claro o que (e quem) é importante naquela situação: o nosso umbigo. Todo o resto é menor, pode ser deixado para depois.
“Ah, para com isso, são apenas formalidades”, alguém pode dizer. É, querida, mas são formalidades que demonstram um mínimo de tato e afeto. É de bom tom não apenas perguntar como o outro está (ou desejar bom dia), mas inclusive se interessar pela resposta.
Temos pressa, vivemos correndo, eu sei. Precisamos chegar logo, resolver o quanto antes os nossos problemas. Nós e o resto do mundo. Então custa tanto assim desacelerar um pouquinho e lembrar que não estamos sozinhos na Terra?
Um segundinho a mais para pensar que o outro é um ser humano como nós já poderia evitar tantos desencontros…