Acabei de ler sobre uma dona de restaurante que precisará pagar R$ 20 mil por repreender um casal de namorados se beijando. Em resumo, os dois rapazes se beijaram e a dona do estabelecimento interviu. Os moços sentiram-se constrangidos e acionaram a Justiça.
Se nada tivesse acontecido, seria apenas mais um caso de indignação pontual, como aconteceu com o Sukiya da Augusta, onde um casal foi agredido fisicamente e a sugestão da polícia foi deixar pra lá.
Mas aconteceu: a mulher teve uma atitude homofóbica e precisará pagar por isso. Respeito não se conquista apenas com boa vontade e esperança de que a educação mude o mundo. Quem faz mal ao outro precisa pagar. Alguém pode até dizer que o respeito não será verdadeiro, ou que o cuidado com o outro será falso se coagido pela força da lei.
Tudo bem, que seja.
Antes de tudo, estou preocupado com o respeito à minha pessoa. Com a segurança de estar em um lugar público e poder beijar meu namorado. Com a tranquilidade de andar de mãos dadas e não ser agredido verbal ou fisicamente. Isso é o urgente.
O respeito ser verdadeiro vem depois. É melhor se vier junto, mas se não tiver como, aceito depois.
O que não pode é impunidade para a homofobia.