Por onde anda a raposa

Quando sumo aqui do site, uma coisa é certa: estou vivendo experiências intensas em outros lugares. Já que esse site é o meu espaço mais meu, dou-me o direito de sumir aqui e ali. Mas isso é bom, sinal de que estou vivendo direito.

Mas, para matar saudades, escrevo para contar como estou. Acho que, por ora, basta contar a vida profissional.

Lá no Ninho de Escritores, tenho escrito muito sobre escrever. Todas as segundas e quintas, mando um e-mail para os assinantes da newsletter. Já são 118 assinantes. Ou seja, em três meses e meio tenho mais assinantes do Ninho do que pessoas acompanhando este site (e a maioria do público de um não se cruza com o público do outro, o que é ainda mais fascinante).

O legal de mandar e-mails, no lugar de escrever posts, é que as pessoas podem responder diretamente para mim (e tem um povo que faz isso) e que o conteúdo que compartilho é só para as pessoas que seguem.

Quando eu julgar que tenho material o suficiente postado nessas newsletters, organizarei um livro sobre a experiência do Ninho de Escritores, as práticas que seguimos lá dentro e como elas podem ajudar qualquer pessoa a escrever.

Ando sumido também do Ano Zero, projeto que é só alguns meses mais velho que o Ninho de Escritores. Estou ajeitando um texto sobre economia (sim, logo eu, escrevendo sobre economia!) para publicar lá. Meus textos lá costumam ficar bacanas, então estou bem cheio de boas expectativas.

Estou trabalhando em um romance de fantasia. Consegui, depois de muito tempo, me livrar dos mimimis oriundos de uma péssima escolha de curso de escrita. Eu vinha me sentindo mal com meu próprio processo e não entendia o motivo. Agora, me reencontrei (graças ao Ninho, esse danado que atualmente está em tudo na minha vida).

O romance está sendo escrito em ritmo de NaNoWriMo, “mês nacional de escrita de romances”. O NaNoWriMo é um evento dos Estados Unidos, mas espalhou pelo mundo, no qual as pessoas se comprometem a escrever um romance de 50 mil palavras durante o mês de novembro.

Apenas para dar a dimensão do processo, eu escrevo entre 15 e 20 palavras por minuto de texto meia boca. Por dia, preciso escrever 1667 palavras para chegar às 50 mil, ou seja, de 83 a 111 minutos por dia dedicados apenas a escrever. Isso descontando qualquer contratempo (como eu começar somente no quinto dia, já 8333 palavras atrasado).

Se alguém quiser acompanha meu ritmo (por que alguém desejaria fazer isso, Tales?), aqui está um gráfico que o pessoal do NaNoWriMo disponibiliza para os participantes:

Lindo, né? (e o desenhinho muda a cada entrada no site!)

Ah, só um comentário sobre o investimento da escrita: escrever 15 a 20 palavras por minuto, sem contar o tempo dedicado à revisão, é algo que dá vontade de chorar quando considero que a velocidade média de leitura de um adulto está em torno de 300 palavras por minuto.

Mas daí lembro que, com esse mesmo tempo para criar uma história, posso tocar zilhões de pessoas infinitas vezes. Aí tudo volta a valer a pena.

=)