Julho: o mês de desenhar

Como se aprende a desenhar? Do mesmo jeito que se aprende a escrever: treinando. O treinamento acontece em três trilhas paralelas, sobre as quais quero falar neste texto.

A primeira trilha é a emocional. Começar a desenvolver uma habilidade nova implica em reconhecer que não somos bons nisso. Meu desenho ainda é uma droga. Por anos, quis desenhar e não conseguia. Até rabiscava uma coisa aqui e ali, mas aproveitei a primeira ponta de lápis quebrada e desisti. Passaram-se anos, mas a vontade de ser alguém que sabe desenhar não sumiu.

O melhor jeito de lidar com a parte emocional de qualquer atividade é cercar-se de outras pessoas em busca de estímulo e companhia. Por isso, decidi empreender um novo projeto baseado no que aprendi nos últimos. Postei no Facebook um chamado para quem quiser me acompanhar nessa aventura.

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Cada mês, uma habilidade nova. Ao contrário do Ninho de Escritores, onde ajudo pessoas a desenvolverem a própria escrita (enquanto a minha evolui junto), com este projeto ainda sem nome, a ideia é aprender um pouquinho a cada dia.

A segunda trilha é a do olhar. O modo como percebo o mundo interfere no que consigo transformar em arte. Não é a toa que a Betty Edwards, do livro Desenhando com o lado direito do cérebro, fala em cinco habilidades perceptivas que precisam ser desenvolvidas para que alguém aprenda a desenhar:

  1. Percepção das bordas;
  2. Percepção dos espaços;
  3. Percepção dos relacionamentos;
  4. Percepção das luzes e das sombras;
  5. Percepção do todo, ou gestalt.

Ainda não sei o que cada um significa ou como cada um funciona, mas fica de promessa para os próximos textos, pois ainda estou aprendendo.

Já que a ideia é aprender a olhar, decidi começar com uma raposa.

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Ficou engraçadinho, mas bem longe de onde quero chegar. Contudo, quis compartilhar já no primeiro desenho porque desejo ter uma base de comparação.

A terceira trilha, depois do emocional e do olhar, é da técnica. O saber desenhar, como o saber escrever, é nada mais do que a confiança criativa e a percepção atenta guiadas pelo uso de técnicas adequadas.

No caso do desenho, compreender os quatro movimentos possíveis para conduzir o lápis (dos dedos, do pulso, do cotovelo e do ombro) e reconhecer as formas geométricas básicas (círculo, triângulo, quadrado) já são etapas importantíssimas para entendermos como traços formam desenhos.

Conforme eu aprender, compartilharei as técnicas e exercícios que mais funcionarem para mim.

Quer desenhar comigo no mês de julho? Passa lá no Facebook.

Para fechar, mais um desenho.

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:)

2 comentários em “Julho: o mês de desenhar

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