É você quem reúne os amigos?

Todo grupo de amigos tem aquela pessoa que é a agregadora da galera.  Se essa pessoa muda de cidade ou fica sem tempo livre, o grupo deixa de se encontrar. Quando a pessoa volta, “nossa, que saudade”, “uau, a galera nunca mais se encontrou”, “a gente só se vê quando você chama”.

Ser uma das pessoas que só responde aos convites é cômodo. Você não precisa pensar em agenda, local, evento, nada disso. Apenas vai.

Não há nada de errado com isso, mas o resultado é óbvio: se ninguém reassume esse papel, o grupo perde consistência e se desfaz.

Não é por nada que cursos e empregos são muito funcionais para aproximar pessoas e criar amizades: o efeito agregador já está garantido na rotina, em estar no mesmo espaço e tempo vários dias na semana durante um longo período de tempo.

Além disso, a diversidade de pessoas facilita que haja alguma agregadora de galeras por perto, extrapolando a conexão para além do curso ou trabalho.

Tem gente que passa a vida seguindo quem organiza grupos.

Tem gente que diz que “não sabe” agregar a galera.

Isso é bobagem. Basta uma frase, uma ligação, uma mensagem. Não sabe o que dizer? Tente isso: “Oi, vamos nos encontrar neste final de semana?”

A resposta pode ser “não”. Se você mora numa grande cidade, a probabilidade é que a resposta seja mais não do que sim. Tudo bem, é só chamar mais gente. A probabilidade trabalha a favor dos grandes números.

E pronto, no momento em que você tiver o segundo sim, você virou a agregadora da galera. Continue assim.


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