Resumo da semana

Depois de um feriadão enfermo e sem disposição para enfrentar a vida, acordei animado. Acho que isso é efeito dos antibióticos que estou tomando, que pelo jeito anestesiaram o bicho preguiça que eu cultivo no meu estômago.

Então vamos a um breve resumo dos últimos eventos da vida.

Fui a um sarau astropoético na Casa das Rosas. Achei muito legal e aprendi três coisas: (1) o pégaso nasceu da masturbação do Poseidon (que pelo jeito tinha um péssimo gosto para mulheres, porque a Medusa não era lá flor que se cheirasse), (2) como achar os pontos cardeais a partir do Cruzeiro do Sul e (3) que professoras em aulas de astronomia podem usar calças com estrelas (parecia chapéu de mago, só que nas pernas).

Quinta-feira fiz uma surpresa fofa de Páscoa antecipada. Valeu muito ver o sorriso que isso produziu. Quarta ganhei uma surpresa fofa de Páscoa atrasada. Achei mágico como um ato sem a menor expectativa de retorno pode produzir uma resposta linda. Diga-se de passagem, não criar expectativas continua sendo uma das principais receitas para a felicidade.

Fui até a menina que conversa com pessoas sentada na Av. Paulista, mas fiquei com medo de falar com ela e fui embora. Antes disso, dei trinta e duas voltas ao redor dela, meio que secretamente esperando que alguém me visse e me puxasse para conversar junto. No fim das contas, me convenci com o argumento “sobre o que a gente ia conversar, afinal?”

No início da semana, quando estava realmente quase morto, não quis escrever meu exercício para a aula de escrita criativa, então vasculhei meus arquivos de textos prontos e de textos pela metade (às vezes nem isso). Sabe o que descobri? Ano passado, enquanto eu estava na onda de escrever diariamente, eu concluí uma história na qual estava trabalhando havia meses. Está ruim, com algumas partes quebradas e uma narrativa pobre, mas está escrita. Ou seja, o trabalho agora é polir. Então darei um tempo no Três Amantes para me focar no Terapia Alternativa. Talvez eu tenha um romance pronto muito antes do que esperava. Ou não, veremos.

A propósito, nessa busca pelos meus arquivos eu não encontrei nada que pudesse usar como exercício para a aula. Escrevi rapidão de manhã e ficou uma droga. Depois que escrevi e salvei na pendrive sem revisar direito (crianças, não façam isso, revisem nem que seja no mesmo minuto), fui para o hospital em busca da receita para meu antibiótico (aquela história de matar o que está te matando). Fiquei só quatro horas esperando para ser atendido. Isso no segundo hospital, porque no primeiro levei uma hora parado até alguém me informar que meu convênio não era aceito lá. Acabei perdendo minha aula. Melhor assim, entrego o exercício devidamente revisado na aula que vem.

Eu, que tenho a dissipação cognitiva e emocional de uma raposa, não nasci para usar máquinas de lavar roupa que não fazem escândalo quando terminam de lavar. Se quando eu morava numa quitinete já esquecia de tirar as roupas lavadas, o que dizer agora, num apartamento enorme onde a área de serviço fica longe do meu quarto? Só lembro três dias depois. Se eu começar a andar com roupas mofadas por aí, esse é o motivo. Uma condição mental, não desleixo, OK?

Em resumo, depois de um feriadão do capeta, estou feliz e animado. Logo volto com a série sobre escrita criativa: tenho muitos temas ainda para tratar. Provavelmente manterei reduzido o ritmo de atualizações aqui do site, já que agora estão aparecendo alguns serviços para eu fazer. Finalmente vai entrar dinheiro na vida (mas não o suficiente, então se souberem de alguém que precisa de revisão ortográfica ou de diagramação, avisem o amiguinho, tá?).