Noites de autógrafo

Ontem foi o lançamento do Homossilábicas v. 3, meu terceiro livro. O hostel que acolheu o evento possui um ótimo espaço para festas e mesinhas ao ar livre convidativas para conversas animadas. Tão animadas, aliás, que um sujeito inclusive caiu na piscina.

2014-05-02 22 - reduzida

Para mim, foram dois os pontos altos, exatamente da mesma forma que no ano passado.

O primeiro é a presença de pessoas queridas. É sempre muito positivo saber que as pessoas das quais eu gosto estão torcendo por mim. Muita gente torce de longe porque não tem como aparecer aqui a cada pequeno sucesso, mas é ótimo lembrar que em cada lugar por onde passei fiz amizades e teci relacionamentos que agora são parte do que vivo.

Este ano contou não apenas com as pessoas que eu arrastei para lá, mas também com os autores e editores do ano passado, pessoas que agora fazem parte do meu círculo de convivências e trocas. Embora essas trocas sejam na maioria das vezes  virtuais, algumas aqui e ali já escaparam para o mundo de carne e osso. Se tem algo que eu gosto em eventos cheios de seres humanos é a possibilidade de fazer novos amigos e construir redes de colaboração.

O meu mundo está maior porque ontem fui ao lançamento do livro.

O segundo ponto alto da noite foram os autógrafos. Há algo de mágico em escrever no livro de alguém, colocar palavras de carinho direcionadas à pessoa que, de alguma forma, está te ajudando a concretizar um sonho. Ao dar autógrafos e assinar os livros, posso deixar um pouquinho da minha felicidade escrita para além da história. O autógrafo torna o livro mais pessoal, ele deixa de ser apenas um livro e se torna um presente.

Quando o autógrafo é para pessoas desconhecidas, um nome e um agradecimento já cumprem o papel. Porém, gosto ainda mais quando há alguma linha de identificação e carinho entre dono do livro e eu. Ontem tive essa oportunidade pelo menos três vezes, ao autografar livros para pessoas que eu conheço e gosto.

Em um caso específico, escrevi quase um novo livro disfarçado de autógrafo. Para um escritor, as letras provavelmente são a forma mais sincera de presente que se pode oferecer.

Ontem, sem dúvida, foi uma noite feliz.