Minha história tem conflito

Uma boa narrativa, para agarrar o leitor, precisa ter conflito. Isso vale para ficção, para o storytelling publicitário ou empresarial, para as histórias de vida que recontamos por razões terapêuticas etc.

Eu considero este site como uma história sendo contada. Faço isso por meio dos textos, das questões, das dúvidas. O tema, penso, está claro desde o início: é a jornada de um escritor.

Nesta jornada, estou enfrentando um desafio: desde o ano passado comecei a escrita de um romance.

(Estou chamando-o de meu primeiro romance, mas na verdade é o segundo. Escrevi o primeiro durante o Ensino Médio e tenho-o guardado a sete chaves.)

Tudo bem, qual é o conflito em escrever um romance? Além da parte em que escrever um romance não é fácil, claro.

No momento, estou enfrentando uma dúvida sobre justamente se a minha história tem conflitos fortes o bastante para segurar o leitor do início ao fim. Eu acho que não, pois tenho a constante impressão de que é uma história feliz. Histórias felizes não são lidas.

“Ah, mas a Disney faz histórias que dão esperança”, me foi dito. Sim, é verdade, mas até o final feliz (que é diferente de “história feliz”), existe um longo caminho de sofrimento e desafios. De conflitos.

Uma história só é interessante pelo sofrimento que retrata.

Pelo menos o meu, como escritor, está bem evidente, agora. Ai, ai.