Este texto é uma adaptação. Basicamente, roubei as dicas do original e escrevi minhas próprias impressões sobre cada uma delas. O original em inglês, da escritora Jordan Dane, está no site The Kill Zone, aqui.
Sempre nos perguntamos como criar a disciplina para sentar e escrever pelo tempo que for necessário (para alguns, são cinco minutos, para outros, duas horas). Jordan sugere oito dicas e eu concordo com elas.
1. Permita-se escrever mal
A preocupação em escrever coisas maravilhosas e perfeitas pode ser um veneno para o pensamento criativo. Aceitar que a primeira versão será sempre apenas isso, um esboço, pode nos liberar da responsabilidade de já começar em altíssima qualidade.
2. Escreva sobre aquilo que é apaixonado
O conselho é bem óbvio, mas por isso mesmo importante: se a pessoa devora livros de terror, tentar escrever um romance água com açúcar pode ser um equívoco. Quando trabalhamos com aquilo que nos excita, a tendência é a produção fluir com mais facilidade.
3. Termine o que começou
Levante a mão quem nunca deixou um texto pela metade. Eu tenho uma pasta recheada de textos inacabados porque não são bons o bastante, porque perdi a vontade, porque não encontrei o rumo. Pois fica o desafio: termine, mesmo que fique ruim. Ficou ruim? Releia a dica #1. Terminar é diferente de publicar.
4. Desenvolva uma rotina
Acho essa dica preciosa, mesmo que eu não a siga. Não escrevo todos os dias e me sinto intoxicado quando fico me obrigando a conseguir. Eu escrevo quando posso, quando quero, quando faz sentido. Porém, se todos os dias às 8h eu sentasse para escrever até as 10h, por exemplo, a criação do hábito me deixaria mais preparado naquele horário. É meio como treinar nosso corpo e nosso cérebro para trabalhar num horário preciso, algo que fizemos na escola por anos.
5. Faça um planejamento antes de escrever
Eu gosto muito dessa dica, porque é o que eu faço: rabisco algumas ideias sobre o que quero contar e depois saio escrevendo. Nas vezes que sentei e escrevi, quase nunca terminei ou quase sempre tive mais trabalho na edição. Quando planejo, porém, eu sei dizer quanto falta para chegar até o final e acabo me esforçando para só parar de escrever quando terminar, ou quando estiver empolgado o suficiente com a história para que eu queira terminá-la nos dias seguintes.
6. Trabalhe em mais de uma ideia
Eu não acredito em monogamia criativa. As ideias estão aí para serem aproveitadas aos montes. Se uma delas está emperrada, por que não se dedicar a outras? Talvez isso seja o que falta para que o fluxo se liberte novamente e a coisa volte a fluir.
7. Receba as críticas de braços abertos
Quando alguém critica seu texto, a crítica não é um ataque pessoal (geralmente não, ao menos). Saber separar as coisas é imprescindível para que possamos observar as críticas e aprender com elas. Se nos apegarmos ao lado ruim das críticas (ei, alguém dizer que algo nosso está ruim é dolorido, mas faz parte), vamos arranjar mais motivos para trancar nossa evolução como artistas.
8. Saiba quando se afastar do texto
Deu branco? Bateu o bloqueio? A fome ficou muito grande e não te deixa se concentrar? Levanta e vai caminhar. Escrever, na minha opinião, tem que ser uma coisa boa. Se estamos sofrendo para escrever, provavelmente há algo de errado no percurso. Se fazer arte dói, é hora de rever como estamos trabalhando.
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O que achou destas dicas? Tem alguma outra para acrescentar? Compartilhe nos comentários! 🙂