Uma das maiores revelações experimentadas por quem começa a estudar e praticar a comunicação não-violenta é a noção de que somos responsáveis pelos nossos próprios sentimentos e, por tabela, que não somos responsáveis por como as outras pessoas se sentem. Essa ideia é libertadora.
O problema é que essa ideia muitas vezes carrega uma outra: se não sou responsável por como as outras pessoas se sentem, posso fazer o que quiser.
E sim, você pode fazer o que quiser, autonomia serve pra isso.
Entretanto, fazer apenas o que se quer sem considerar acordos e cuidados com as relações que mantemos é um convite para a deterioração dos relacionamentos. Isso não é ser autônomo, isso é ser cretino.
Se você quiser fazer apenas aquilo que lhe aprouver, sem consideração pelas outras pessoas, está tudo bem, apenas não chame isso de comunicação não-violenta.