Como uma pessoa que espera permissão para agir se transforma em uma pessoa que faz por contra própria e banca sua própria responsabilidade? Antes eu achava que era uma coisa das próprias pessoas, algumas eram assim, outras não. Umas tinhas coragem, outras tinham medo disfarçado de respeito.
Depois de algum estudo (especialmente sobre jogos, a partir da Jane McGonigal) e muita experiência no Ninho de Escritores, percebi que a diferença entre quem faz e quem espera permissão é saber que e possível.
Foi saber que era possível escrever e publicar que me devolveu as ganas de escrever após haver perdido a fé por oito anos. Foi saber que era possível que me levou a criar o Ninho. Foi saber que era possível que me ajudou a levar a Oficina de Carinho para outras cidades, a lançar um curso de Jogo pra Vida, a lecionar em escola.
O jeito mais fácil de saber que algo é possível é experimentar isso em miniatura e observar a experiência de outras pessoas. A noção de ser capaz de fazer algo, chamada autoeficácia, é a base para a motivação. Se sei que dou conta de um desafio e quero lidar com ele, nada vai me segurar.
É um pouco mais difícil saber que e possível algo que ainda não foi tentado ou que não é comum, mas depois que você descobre que a humanidade é capaz de muita coisa, mesmo o impossível não parece tão distante se tivermos disposição o suficiente.