O primeiro encontro do Ninho de Escritores

Eu esperei por ontem desde que lancei a proposta do Ninho de Escritores, lá no dia 1° de julho. Mentira, eu esperava por ontem desde muito antes, desde que era professor em Goiânia e me sentia deslocado tentando ensinar. Algumas vezes achei que o problema eram os alunos, em várias outras, o problema seria eu. Hoje eu sei que o problema era tudo junto.

Cheguei à Laboriosa às 18h. A casa, um espaço colaborativo, estava como sempre: de portas abertas. Entrei e descobri que haveria um outro evento. Já surtei, porque os espaços para sentar estariam todos ocupados (almofadas, cadeiras, era um evento bem grande). Porém, como o espírito da casa é o do diálogo aberto, o pessoal do evento maior cedeu algumas almofadas e elas foram suficientes para que os participantes do Ninho de Escritores tivesse onde sentar.

Resolvida a questão do espaço, apareceu a nova ansiedade: será que alguém viria? Já eram 18h10 e não havia ninguém. O tempo foi se arrastando, minuto a minuto, e nada de participante algum chegar. Fiquei imaginando o que faria se ninguém viesse ao encontro. Já estava elaborando meu milésimo plano quando chegou o primeiro participante, junto com a segunda. Logo éramos nove, ao todo.

Quando o Ninho de Escritores efetivamente começou a rolar, tudo se encaixou. A ansiedade, como disse um amigo, perdeu sua importância. As conversas começaram tímidas, mas logo foram se tornando mais abertas. Como primeira experiência, foi simplesmente maravilhoso.

Depoimento Ninho 1 editado

Preciso dizer o quanto é fantástico chegar em casa e encontrar um depoimento espontâneo como esse? Está muito claro para mim que o Ninho de Escritores não faz sentido apenas para mim, mas também para as pessoas que estão nele.

O primeiro passo foi dado, e com muita qualidade. O desafio, daqui para frente, não será o de fazer o Ninho de Escritores ser real, mas sim de garantir que ele continue caminhando, depois correndo e, quando menos esperar, voando.

Obrigado!