Férias dentro das férias
Hoje vou a Porto Alegre. Dentro de algumas horas meu padrasto virá me buscar de carro e desceremos rumo a Santa Catarina, onde dormiremos, e então seguiremos para a capital gaúcha cedo no sábado.
Hoje vou a Porto Alegre. Dentro de algumas horas meu padrasto virá me buscar de carro e desceremos rumo a Santa Catarina, onde dormiremos, e então seguiremos para a capital gaúcha cedo no sábado.
A campainha quebrou o silêncio. Jonas pousou o exemplar em alemão de Humano, demasiado humano no criado-mudo e consultou o relógio: nove e meia. Levantou da poltrona, acendeu a luz da sala e parou em frente à porta para a rua. Respirou fundo, ensaiando mentalmente o que precisaria dizer, e abriu a porta.
Conheci um moço que aos quinze anos falava espanhol, português e japonês (e provavelmente inglês) e havia morado em pelo menos três países. O moço em questão tem um emprego bacana, está fazendo a segunda faculdade, tem vários amigos estrangeiros, fala com fluência sobre o que acredita, tem tatuagens e se veste bem.
Estou em casa olhando para o meu computador. Tenho músicas, seriados, filmes e livros para me distrair. Se eles acabarem, ou se eu sentir vontade de respirar, pegar sol e vento, tenho a cidade inteira para me entreter.
Ontem no metrô ouvi um sujeito falando que a viadagem está tomando conta do Brasil. Pausa para rir histericamente, chorar compulsivamente ou segurar o impulso de sacar a metralhadora.
Não sei quando vi pela primeira vez um beijo entre dois homens. Se duvidar, foi em O Segredo de Brokeback Mountain, de 2005. Ou seja: eu só fui ver dois homens se beijando aos vinte anos.
Encontrei um filme pornô que me lembra a infância. Nota: esse será um texto sobre memórias, sexo e como o sexo ajuda a construir identidades. Outra nota: é um texto explícito, eu falo de sexo abertamente; se isso te ofende, te vejo no texto de amanhã.
Entrei na secretaria da faculdade e perguntei ao moço por trás do balcão: – Oi, a Fulana está?
A professora bateu o pé no chão. – Gente, vírgula é pausa, não ponto final! O ponto é interrupção, a vírgula promete continuidade.
Fui ao cinema assistir a Ninfomaníaca, de Lars von Trier, em uma pequena sala no coração de São Paulo. Um filme de sexo logo cedo na segunda-feira atendia aos meus interesses paralelos; talvez por isso inicialmente eu tenha prestado tão pouca atenção à senhora sentada duas poltronas à minha direita.