Sobre o que as pessoas falam
Sempre lembro de uma imagem quando penso sobre pessoas. É até um pouco irônico.
Sempre lembro de uma imagem quando penso sobre pessoas. É até um pouco irônico.
Estou escrevendo um romance. Há anos tenho uma ideia geral sobre o que gostaria de escrever, mas não conseguia colocar no papel. Algumas vezes tentei e o resultado morria lá pela trigésima página.
A parte mais importante de qualquer história são as personagens. Há quem diga que não, que a história é o mais importante. Então eu pergunto: os mesmos conflitos e acontecimentos produzirão a mesma história com personagens diferentes? Não. Por quê? Porque se forem personagens bem construídas, terão reações diferentes aos mesmos estímulos.
Este livro de Ian McEwan é uma aula de escrita criativa.
O que faz uma história ser boa? Essa é uma pergunta fundamental para os leitores, que não querem se decepcionar ao comprar um livro ou começar a ler uma história.
Como nascem os textos? De onde eles vêm, do que se alimentam? No texto anterior da série sobre escrita criativa, vimos que um texto não nasce por mágica: há técnica por trás dele. Isso não quer dizer que o leitor deva saber disso.
Foi na escola que aprendi a ler e a escrever. Para mim era algo que vinha fácil. Palavra após palavra, fui me considerando um escritor simplesmente porque fazia com mais facilidade o que outros sofriam para produzir.
Terminei de ler um livro ontem e pensei “rá, eu escrevo melhor que essa pessoa”. Esse é um raciocínio recorrente na minha cabeça, uma espécie de defesa mental para destacar a qualidade da minha produção.
Saiu por esses dias o resultado de uma pesquisa que basicamente diz que os brasileiros (65,1%) acham que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.
Este texto foi publicado originalmente na Raposa Antropomórfica, meu blog anterior, e agora está reeditado aqui.