Nessa aventura louca de mudar para São Paulo e viver do que acredito, algumas perguntas se fazem necessárias. São questões importantes para entender o que está acontecendo e, principalmente, aonde pretendo chegar.
A primeira delas é quem sou eu?, uma dúvida que acompanha a humanidade desde que começamos a considerar que o mundo é grande e mágico. Quantas histórias já não foram contadas sobre pessoas em busca de suas identidades, de modos de se expressarem, de caminhos para se entenderem? A minha história em São Paulo não tem sido nada além disso (mentira, tem sido muito mais, tem sido uma história de carinho, de amizade, de medo e de aventura).
A segunda pergunta é o que eu preciso?, pois mais do que saber quem somos, entender o que queremos é crucial para estarmos em movimento. Não precisa ser algo eterno, permanente. O que eu preciso agora, daqui uma hora, hoje? Eu sei que hoje preciso de coragem para enfrentar minha autossabotagem, ao mesmo tempo em que necessito ganhar dinheiro para cobrir meus gastos paulistanos. Mais ainda, preciso continuar escrevendo, contando histórias, aprendendo quem eu sou.
A terceira pergunta, para finalizar, é: o que eu posso oferecer? De que forma posso contribuir para outras pessoas? Tenho pensado muito sobre redes de relacionamento, redes nas quais pessoas contribuem para sanar aquilo que eu preciso ao passo em que eu posso oferecer algo que elas precisem. Essas trocas colocam em operação um tipo de relacionamento que vai além da convencional troca financeira. Formam-se comunidades. Tenho pensado nisso já desde Goiânia, mas não colocado em prática. Aos poucos, porém, vou descobrindo cada vez mais espaços de vivências alternativas.
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Há novidades inesperadas na vida. Em breve eu as compartilharei.