Ser não-violento dá trabalho

Comecei a investir em comunicação não-violenta porque quero participar da construção de um mundo mais próximo do que eu considero ideal para viver. Esse investimento de tempo e energia me convida continuamente a refletir sobre minhas escolhas, responsabilidades, intenções, sentimentos e leituras de mundo.

Das minhas escolhas de vida atuais, viver a CNV figura para mim como uma das melhores que eu poderia ter feito. E também uma das mais trabalhosas.

Eu fui criado para ser violento e os reflexos disso estão presentes nas situações mais cotidianas: quando faço piada sobre alguém (usando o humor como arma para diminuir os outros e reforçar minha presença), quando ajo sem pensar (e o meu automático está mais preocupado em estar certo do que em estar conectado e criando vidas melhores), quando nem considero parar pra entender (quem quer que seja).

A comunicação não-violenta dá trabalho porque ela exige que eu reduza a velocidade. Ela não é uma ferramenta ágil, que permita atalhos. Ela sequer é propriamente uma ferramenta, está mais para um processo de tomada de consciência (disfarçado de ferramenta de comunicação).

Tomar consciência requer um desapego dos modos como eu estava acostumado a agir.

Praticar CNV dá muito trabalho, mas eu continuo porque estou colhendo bons frutos dessa prática.

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Para compartilhar mais sobre esses bons frutos e também sobre como aprender e praticar a CNV, criei uma newsletter nova, para a qual devo começar a enviar conteúdo a partir dessa semana. Vejo você lá 🙂


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