Os valores do Dragão Sonhando

Uma das bases filosóficas do meu trabalho vem do meu contato com o Dragon Dreaming, uma metodologia para a realização colaborativa de sonhos e projetos coletivos.

Um desses valores é o 100% pra todo mundo. Se alguém está abrindo mão de algo, não está funcionando. Se alguém está alcançando menos que 100%, então algo não está bem.

A ideia de que temos escolhas é um lembrete: não precisamos nos conformar com aquilo que não faz sentido. Se as coisas estão de um modo, isso não quer dizer que precisamos segui-las. Temos escolhas.

Ao contrário do que a lógica de escassez sugere, há o suficiente. Isso significa que está tudo bem, se cuidarmos uns dos outros e construirmos estruturas que não se baseiem no medo da falta.

Mais não é melhor. Esse é o valor que me lembra de reconhecer a força do que já existe, como existe. Pela cultura de escassez, sou clamado a querer sempre mais, mas fica a provocação: ter/ser/fazer mais não é necessariamente melhor.

No dragon dreaming, sou lembrado dos dragões, os medos que me habitam e circundam, mas também dos sonhos, essa fonte infinita de potencial humano. Para viver os sonhos, preciso lidar com os dragões em conjunto com outras pessoas.


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