Conecte as pessoas

Como voluntário do CreativeMornings, um evento que atualmente acontece todo mês em 196 cidades ao redor do planeta, meu trabalho é quebrar o gelo entre as pessoas. Se vejo alguém sozinho num canto ou agarrado ao celular, convido a pessoa a conhecer um outro alguém.

Geralmente acontece assim: eu me aproximo, pergunto o nome da pessoa, localizo outro alguém sozinho ou um grupo que parece amigável, introduzo as pessoas umas às outras, sugiro algum assunto para a primeira conversa e vou embora.

Algumas pessoas apreciam. Outras ficam envergonhadas. Vez ou outra recebo olhares nos quais só consigo ler desprezo. Eu faço isso porque o propósito do CreativeMornings é que pessoas interajam e se conheçam. Mas há uma razão mais profunda para fazer isso.

Durante vários anos, eu fui a pessoa que ficava no canto sem falar com ninguém. Sem nem saber como estar em contato. Uma vez, na minha primeira festa em Goiânia, um moço me localizou bebendo sozinho num canto e veio me puxar para apresentar às demais gentes da boate. Em outras vezes, amigos fizeram algo similar, de modo a garantir que eu pudesse ser parte de um grupo.

Essas pessoas provavelmente nem imaginam, mas plantaram em mim a semente do que ofereço hoje como voluntário. Eu acredito no poder de conectar as pessoas e hoje sei que isso é fácil de fazer, basta respirar fundo e mandar um “oi, como vai?”. Tem quem ainda não consiga, e é para ajudar essas pessoas que eu estou lá.


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