Bons hábitos preservam nossa força de vontade

Todos os dias, eu acordo, escrevo e publico um texto no meu blog pessoal e no meu perfil do Medium. Esse pequeno hábito ocupa algo entre trinta minutos e duas horas no meu dia e me ajuda a organizar toda a minha produtividade. Se escrevo, produzo mais. Quando não escrevia, ficava mais perdido em relação ao que fazer de útil no dia.

Alguns dias são atravessados por eventos que fogem à rotina. Nesses dias, a tentação de não escrever é muito grande. Agora já está tarde. Eu estou sem ideias. Melhor fazer outras coisas mais urgentes. Isso nem é tão importante. Os pensamentos que se acumulam na minha cabeça para não escrever são incontáveis.

Os hábitos existem porque são úteis: eles automatizam processos e, justamente por isso, custam pouca energia. Nós seres humanos temos uma quantidade limitada de energia disponível para atuarmos ao longo do dia, e essa energia é convertida em atenção, força de vontade, tomada de decisão, resistência física etc. Cada coisa que fazemos consome um pouco dessa energia. Coisas repetidas, ou seja, que já sabemos fazer e não precisamos perder tempo decidindo nada a respeito, custam menos. Coisas novas custam mais.

Quando não escrevo logo que acordo, preciso gastar mais energia para encontrar um outro momento e então parar e escrever.

Bons hábitos, por outro lado, conservam minha energia por mais tempo e me permitem fazer outras coisas ao longo do dia.

Entender como as minhas ações influenciam a energia que tenho à minha disposição me parece um bom jeito de viver melhor.


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