As coisas que a gente não estuda

Comprei uma muda de hortelã porque quero começar a cultivar plantinhas e deixar minha casa mais verde. Botei na varanda, onde o sol da tarde bate firme. Um dia depois, ela ficou metade ressecada, então mudei a posição para não pegar tanta luz direta. À noite, ela estava ainda mais ressecada.

Perguntei às pessoas na minha rede de contatos sobre como cuidar de uma muda de hortelã de recebi sugestões variadas, algumas até conflitantes. Cada pessoa tem uma ideia e um conhecimento acerca do mundo. No caso de cuidado com plantas, parece que muito veio de experiência pessoal vivida ou relatada.

Vi na internet uma imagenzinha fofa sobre como nós, seres humanos, somos nada mais do que plantinhas com emoções complicadas, então precisamos de muita água e sol. Gosto dessa imagem porque ela me lembra que, por baixo de toda a complexidade emocional que nos constitui, somos relativamente simples.

Gosto também porque, assim como as plantas, umas pessoas precisam de mais ou menos água, mais ou menos sol. As plantas e as pessoas são diferentes.

E é aí que entra a minha questão para este texto: por que algumas coisas a gente decide viver apenas de experiência, em vez de estudar e testar a partir de quem já trabalhou de forma sistemática? Não é só de plantinhas que estou falando, mas também e principalmente de comunicação humana. Às vezes parece que comunicação só se aprende na prática, mas tem gente estudando e praticando formas de comunicação mais eficazes para cuidar das relações entre pessoas.

Se não sei, por que não estudar?

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